22.8.07

Mais do mesmo

Ninguém esperava que depois de um álbum acústico transformado em um fracasso total, Jonathan Davis & Cia. dessem novamente as milionárias caras à tapa tão rápido. Mas, hei que de repente, do nada, como uma bola que acerta o saco do goleiro na final do brasileirão num clássico Palmeiras x Corinthians, o Korn lança um novo disco de inéditas.

Os que esperavam um regresso da banda às origens em seu oitavo álbum de estúdio, podem tirar o cavalinho da chuva e levar a mimosa para o brejo, pois nada disso acontece. A única semelhança do novo projeto com os primórdios de 1994 é o fato dele, como o debut da banda, não ter um título. A explicação do conceito (ou da falta do mesmo) partiu do próprio Jonathan Davis ao exclamar em uma entrevista: "porque não deixar os nossos fãs chamá-lo como quiserem?". Como ninguém pensou nisso antes, não é mesmo?

Entre essas e outras frases memoráveis e criativas, cada vez mais a banda deixa de lado seu som crú e se joga para o lado do industrial, com efeitos plins, plocs, pluns e demais onomatopéias eletrônicas, mas que no final destoa pouco do trabalho que eles já vinham mostrando no fraquinho “See You On The Other Side”.

"Untitled” abre com uma “Intro” bem esquisita que nada tem a ver com o resto do disco, aliás, não tem nada a ver com nada, mas é seguida pela bacaninha candidata a single “Starting Over” o que dá a impressão de um disco não necessariamente inovador, mas possivelmente bem bacana. Essa impressão ainda se mantém nas duas músicas consecutivas: "Bitch We Got A Problem", que sustenta bem a transição até a entrada de "Evolution" a música mais regular do álbum, cujo refrão cantarolante (And I/I do not dare deny/The basic beast inside/It's right here, it's controlling my mind/And why/Do I deserve to die?/I'm dominated by/This animal that's locked up inside) explica o por quê de escolhê-la como música de trabalho da banda.

O grande problema de Untitled é exatamente que a música mais interessante está logo no começo e não existem outras que segurem o clima, talvez a exceção de "Innocent Bystander", a mais Korn desse trabalho do Korn. Depois de “Evolution” o álbum acaba desandando para a maçante "Hold On" e emenda na mixuruca baladinha "Kiss". Não que baladinhas sejam ruins, mas essa parece ter saído de algum catálogo de Karaokê, logo abaixo de "Unforgiven", do Metallica e acima de qualquer uma do Van Halen.

"Do What They Say" tem uma melodia e uns efeitos que se destacam, mais por descrédito das anteriores do que por qualquer outra coisa, mas serve para dar uma levantada na moral para a entrada de "Ever be", muito bem arranjada e que faz não desligar o player do pc.

Minha expectativa para o disco era "Love and Luxury", que acabou se tornando uma prova que nem sempre nome legal é igual a música legal, monótona e em certas partes realmente chatinha. Enquanto "Killing", "Hushabye", são apenas aquele tipo de passagem que mal lembramos depois que acabam. Só passam, sem dor.

Quando música de fechamento, "I Will Protect You", finalmente termina, depois de longos e intermináveis cinco minutos e trinta e um segundos, fica aquela sensação meio azeda que o Korn devesse ficar algum tempo sem gravar. Talvez isso ajudasse, talvez não.

Tracklist:

1. Intro
2. Starting Over
3. Bitch We Got a Problem
4. Evolution
5. Hold On
6. Kiss
7. Do What They Say
8. Ever Be
9. Love and Luxury
10. Innocent Bystander
11. Killing
12. Hushabye
13. I Will Protect You

1 comentários:

Ulli disse...

mew sinceramente eu discordo de tudo isso que vc disse sobre o Korn!!!

mew q tipo di pessoa eh vc??
c vc naum gosta naum precisa meter pau assim!!

ii eu garanto q vc eh um bosta ki naum sabe di nada... puq naum gostar di Korn...

rockeiro jah deu pra ver que vc naum eh!!!

fuiss

by Ullinha